Novas direções.


Esse é um novo post de uma nova história que escrevo para mim.
O anterior se refere á uma Marcela diferente dessa aqui... Uma Marcela que foi ferida e abriu mão de tudo o que era por conta disso. Mas muita coisa mudou... a casca é dura, mais dura do que eu imaginava e aqui estou eu, na mesma situação, sem nada á minha volta mudar. Apenas eu.
E isso, ah... já muda tudo... automaticamente as coisas seguem seu curso natural.
E sabe, pensei em apagar o post abaixo como quem diz "olha, eu não sou mais assim", mas uma das grandes coisas que eu aprendi é que a dor te faz o que você é, é de cicatrizes que somos feitos, e são delas que tiramos a força para qualquer outro problema, ora... você já se cicatrizou uma vez, uma outra vez agora não será tão dificil...
Em 2011, saí de casa, descobri muuuitas coisas, aprendi muito, quebrei muito a cara. Abri mão do meu sonho de viajar por conta de algumas pessoas.
E eu não digo "em 2012", digo que apartir de agora, até sabe-se lá quando, eu pretendo me priorizar, pretendo ser feliz e me esforçar para isso acontecer. Chega de esperar das pessoas, chega de lamentar a má sorte, chega de me iludir a cada olhos azuis que me aparecem, sou mais do que isso, e eu sei que vou sair dessa.
Então feliz ano novo para vocês! e mudem! melhorem! Faça valer a pena esse ano.
Amém.

DESATIVADO.

ULTIMO POST.

Cansei, desisto.
Eu acreditava nas pessoas,
hoje já não acredito.
Nem em mim.. nem em ninguém.

Desisto do Blog, porque já não tem mais nada para escrever, nem para ser dito, ou lido, e no fim... Ninguém se importa mesmo. Nem eu.

Reminiscências .


"Sofrendo ou amando, não importa, eu apenas quero começar a viver as coisas, e não atravessar meus dias plantado no vácuo." (Gabito Nunes)
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Há oito meses atrás, eu era uma pessoa.
Hoje sou outra, amanhã? não sei...
A pessoa de agora não se preocupa com isso, a de antes se preocupava. Se preocupava tanto com o que ia ser, fazer, ou falar que nem ao menos percebeu a medida em que ia mudando, sempre achando que tinha o controle da situação. A de hoje, não se preocupa mais com isso.
Não consigo listar com exatidão o que me aconteceu... Foram rebuliços, vozes, acusações, risos, beijos e tantas outras coisas que parecem uma vida toda.
Eu chorava, me desesperava, mutilava tanto meu interior com preces inexatas, que ao sentar em frente a uma página em branco, minha confusão era tanta que nenhuma palavra saía... Eu tinha essa impressão... A de que, se eu abrisse a boca, ia vomitar palavras tão compulsivamente, e tinha medo que em meio a essas palavras, a verdade aparecesse...
Essa maldita verdade que por meses eu engolia, e numa repulsão imediata ao meu ser, regurgitava-a como se numa contraversão, algo que ainda restasse em mim dissesse: ''NÃO! você não é assim!" E a verdade voltava, e a minha luta contra as vozes dentro de mim continuava... e era ''não", era "sim'', era "diga!", era "minta!", "esconda", "rasteja e pegue o resto de atenção e carinho e se contente com isso", e ao mesmo tempo, ouvia soar com timidez dentro de mim algo como "você vive", "viva!''... E o foco ficou nebuloso, o caminho inseguro e a certeza cada vez mais incerta...
Durante esses meses de silêncio, aprendi muito.
Aprendi a sufocar amores dentro de mim, para assim poderem surgir novos amores... Aprendi que ninguém é insubstituível e que devemos dar valor às pessoas que temos a nossa volta, pois um dia você pode descobrir que repeliu quem só queria se aproximar...
Aprendi que a verdade não é uma só quando se trata de mais alguém além de você, e que pontos de vista definem ponto de encontros e desencontros, e aprendi a respeitar os que não forem como os meus.
Aprendi dolorosamente que amores são linhas paralelas, que ou caminham juntas em calmaria, ou se cruzam desesperadamente para nunca mais se encontrarem... aprendi que devo amar com calma.
Descobri que um dia pode mudar um mês, e que uma palavra pode mudar um dia, e que você pode ser o responsável pelo "bom dia" de alguém...
Fiquei sozinha, entrei em desespero, vivi com tudo o que podia a dor da solidão.
Saí de casa, tive brigas, ouvi e disse coisas horriveis, consegui empregos, perdi empregos, acordei às 15 hs da tarde e às 5hs da manhã...
Vi menos TV, ouvi menos música, li pouco, ri menos, falei menos, sofri mais, amei mais, quis mais, descobri um mundo em mim mais vivo que o de fora, "esfacelei" dentro de mim a imagem de heróis, desmitifiquei dentro do meu coração toda a base que tinha como o que julgava "seguro"...
Cometi muitos erros também, julguei muito, menti para mim mesma, me contentei com pouco, perdoei coisas que jamais perdoaria, disse coisas que nunca disse para ninguém... Descobri que o amor mata e dá vida.
Tive noites de conversas e comida japonesa, beijos e juras de amor, mensagens de eu te amo em meio ao dia, aprendi a querer todos os dias a mesma pessoa, querer e desejar estar com alguém como se aquilo fosse tudo o que eu tinha, agarrar a esperança como se daquilo dependesse minha vida, boba. Aprendi que amor suga a felicidade, mas não a alma, e me assegurei de que nunca mais entregaria minha vida tão fácil a alguém. Hoje amo, não como se precisasse daquilo, apenas... como quem quer. Com mais calma.
Hoje, não faço planos como se fossem irremediáveis, tenho tantos planos hoje que chegam á b,c,d...z
Tive que perder coisas e pessoas para valorizar... Aprendi que a base é a familia e que não importa o quão conturbada ela seja, você não é nada sem ela.
Descobri que dizer o que pensa e sente é justo, e todos merecem ouvir de você o que de fato você pensa e é, só assim sabemos quem quer estar realmente com VOCÊ, com tudo de pior que tiver...
Hoje, tenho motivos para chorar e sorrir, e agradeço cada dia por isso, por amar e ser amada, por ter uma familia que me ama, ter amigos que se preocupam comigo e por acima de tudo, ter sonhos, porque foram eles que se mostraram meus companheiros quando eu achei que não tinha mais nada.
Em muitos momentos vi a vida como um mar em tormenta... E a maior lição que tive foi que às vezes mesmo sendo tão mesquinhos e egoístas, "a vida" como mãe que ela é, apenas espera que possamos parar de nos debater contra as ondas para nos guiar a terra firme.
Hoje, não sei exatamente onde estou, mas já não luto contra, segurei firme o fôlego e apenas espero ver onde a vida vai me levar...


O Menestrel - William Shakespeare




Falta de tempo? não, de inspiração? não, por que não escrevi mais?
um dia eu faço um texto sobre isso ...
por enquanto eu deixo um texto que não é meu,
porém faço dessas, minhas palavras...

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Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se. E que companhia nem sempre significa segurança. Começa a aprender que beijos não são contratos e que presentes não são promessas.
Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.
Aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo.
E aprende que, não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam… E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.
Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la…
E que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.
E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.
E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.
Aprende que não temos de mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam…
Percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa… por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.
Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa onde já chegou, mas para onde está indo… mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer caminho serve.
Aprende que, ou você controla seus atos, ou eles o controlarão… e que ser flexível não significa ser fraco, ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem, pelo menos, dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se. Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.
Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens…
Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém…
Algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar.
Portanto, plante seu jardim e decore sua alma, em vez de esperar que alguém lhe traga flores.
E você aprende que realmente pode suportar… que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida! Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.



"acendam as luzes.... acendam as luzes "


De onde vem esse desânimo que se apodera da tua alma, aprisionando tuas vontades?
Quais as regras que prendem teu ser ao vôo baixo?
e porque voas baixo se tu almejas o alto?

Não sei se não sou daqui, ou de onde eu sou as pessoas acreditam um pouco mais em sonhos, mas os edifícios de concreto não me atrapalham de visualizar o céu anil em uma tarde doce, o que me impede mesmo de sorrir são os blocos cinzas e frios que cercam os corações das pessoas...
Tanto andam robotizadas que nem se perguntam o porque, e não me julgo melhor, reconhecer o erro não me torna mais certa, apenas pior, por cometer o erro que aponto.

Ser estúpido faz parte da natureza humana, seguir regras também.
mas não me deixe senhor, cair em solidão, que seja contraditório, mas que nunca deixe de ser, que seja sempre alguma coisa.

E se, arriscar-se é por à prova antigos ensinamentos, que me perdoem os anciões, não tenho medo de errar, se isso significar acertar por mim mesma.

Arriscar assusta como assusta o cego em um caminho íngreme, estamos sempre gritando "acendam as luzes, acendam as luzes" e no entanto somos nós que caminhamos de olhos fechados.


"Escrevo pelo terrível anseio de andar na contramão.
Quem diz muito se contradiz, quem escreve levanta vôo."

Marcela R.