I don't think, I FEEL


Sentir.
Sentir não é entender. Não é compreender.
E está muito longe de ser identificar, prontificar.
Não é separar, amansar. descrever.
É tudo junto, tudo emaranhado, marcada em linhas curvas, é tudo o que o homem não consegue rotular.
É uma indiscritivel presença da ausência do eu poético, é como tentar colocar em palavras a brisa leve do mar, é o balançar fluido de folhas ao vento.
É tudo o que causa descontentamento...
Com um leve sorrir.

Sentir.
São duas badaladas de um sino surdo.
Um oco preenchido pelo vazio do contraditório.
É o reverso em meio à confusão, é o calar da noite.

Sentir.
São notas frias, um arrepio perturbador
que acalenta os doces sonhos de um ser.

1 comentários:

evandro mezadri 19 de setembro de 2010 15:36  

Belo texto, um desabafo muito vivo e determinado.
Grande abraço e sucesso!

"Escrevo pelo terrível anseio de andar na contramão.
Quem diz muito se contradiz, quem escreve levanta vôo."

Marcela R.